Como se vestir para pedalar no frio

8, agosto, 2010

Se você usa roupa de ciclista, as dicas podem ser úteis.
Se você usa roupas casuais, tipo Vila Madalena, é só se cobrir mais e em camadas.

Importante! No frio, escolha meias mais compridas. Não precisa das curtinhas por baixo da calça comprida. Tem gente que forra a sapatilha pra esquentar o pé.

1. Importante! No frio, escolha meias mais compridas. As meias curtinhas por baixo da calça comprida não resolvem. Tem gente que forra a sapatilha pra esquentar o pé.

Se tá muito frio mesmo, uma segunda calça fará muita diferença. Escolhi uma de malha e escura, pra ficar igual à calça de ciclista. Isso dá muito conforto contra o frio e o vento.

2. Se tá muito frio mesmo, uma segunda calça fará muita diferença. Escolhi uma de malha e escura, pra ficar igual à calça de ciclista. Isso dá muito conforto contra o frio e o vento.

A calça de malha não é justa, e pode prender na corrente. Então nos dois tornozelos passe um elástico; fácil e barato. Uma cinta de velcro comprada numa bricolage resolve melhor.

3. A calça de malha não é justa, e pode prender na corrente. Então nos dois tornozelos passe um elástico; fácil e barato. Uma cinta de velcro comprada numa bricolage resolve melhor.



Como disse, as dicas valem para quem usa roupas de ciclista, para quem sai fantasiado de ciclista. Gente que como eu prefere usar a calça ou bermuda de ciclista, aquelas camisas justas, capacete sempre, enfim. Pode ser questão de gosto, conheço gente que se dá super bem com um estilo casual (o que eu chamo com uma pitada de sarcasmo de estilo Vila Madalena). Mas eu gosto de pedalar forte, e ainda dar uns pulos com minha MTB; dessa forma, a vestimenta faz parte do equipamento que ajuda na minha segurança, além do conforto.

Muito fácil. Se for uma calça jeans, melhor garantir com dois elásticos por tornozelo. Mas ainda assim fácilfácil. (a cinta de velcro é melhor!)

4. Muito fácil. Se for uma calça jeans, melhor garantir com dois elásticos por tornozelo. Mas ainda assim fácilfácil. (a cinta de velcro é melhor!)

Para a camiseta, o importante é não deixar nenhuma de algodão em contato com o corpo; pode vestir por cima de uma com tecido técnico, para evitar o suor em contato com a pele. A camisa pode ter manga comprida ou usar um manguito.

5. Para a camiseta, o importante é não deixar nenhuma de algodão em contato com o corpo; pode vestir por cima de uma com tecido técnico, para evitar o suor em contato com a pele. A camisa pode ter manga comprida ou usar um manguito.

Evite malhas e algodão em contato com a pele: você vai suar e a malha ficará empapada. Se puder prefira tecidos técnicos para todas as camadas.

6. Evite malhas e algodão em contato com a pele: você vai suar e a malha ficará empapada. Se puder prefira tecidos técnicos para todas as camadas.


Depois da camiseta (ou camisetas) chegam as blusas. Pode-se variar bastante, desde que possam bloquear as lufadas do frio. Às vezes uso uma de malha por fora, tem também um jaquetão de nylon.. enfim, depende do frio. Pro friozão deve haver duas blusas.

7. Depois da camiseta (ou camisetas) chegam as blusas. Pode-se variar bastante, desde que possam bloquear as lufadas do frio. Às vezes uso uma de malha por fora, tem também um jaquetão de nylon.. enfim, depende do frio. Pro friozão deve haver duas blusas.

Feche bem para proteger o pescoço e evitar que aperte a laringe. Deve existir um espaço para abrir e fechar o zíper, para quando esquentar pedalando e precisar refrescar um pouco.

8. Feche bem para proteger o pescoço e evitar que aperte a laringe. Deve existir um espaço para abrir e fechar o zíper, para quando esquentar pedalando e precisar refrescar um pouco.

Bandanas são boas no calor e boas no frio. Para dias muito frios, há tecidos mais fechados. Mas esquentar a cabeça, sabemos, não é bom negócio.

9. Bandanas são boas no calor e boas no frio. Para dias muito frios, há tecidos mais fechados. Mas esquentar a cabeça, sabemos, não é bom negócio.


A Moonbikers é uma confecção de roupas para ciclismo. Muitos ciclistas na cidade de São Paulo conhecem sua fundadora e proprietária: a Iramaia; ela é ciclista e sabe exatamente o que precisamos. Basta entrar em contato com ela, por telefone ou email, e ela mesma levará as peças para você e ainda pode preparar sob encomenda. Sem falar nos preços, que são ótimos.

Hmm, te digo, sempre quis um protetor de ouvidos, sempre imaginei a coisa. E eis aqui um deles. A Moonbikers (www.moonbikers.com) tá fazendo, como grande parte das peças que estou usando. O frio simplesmente fica do lado de fora.

10. Hmm, te digo, sempre quis um protetor de ouvidos, sempre imaginei a coisa. E eis aqui um deles. A Moonbikers (www.moonbikers.com) tá fazendo, como grande parte das peças que estou usando. O frio simplesmente fica do lado de fora.

Fechou bem capacete, acertou os óculos, conferiu peso da mochila...

11. Fechou bem capacete, acertou os óculos, conferiu peso da mochila...

Lembre-se, pequeno gafanhoto: boas luvas de dedos fechados serão suas companheiras. Trate-as bem e elas te aquecerão. Calce-as no final, senão vai fazer tudo feito criança, com esses dedão aí...

12. Lembre-se, pequeno gafanhoto: boas luvas de dedos fechados serão suas companheiras. Trate-as bem e elas te aquecerão. Calce-as no final, senão vai fazer tudo feito criança, com esses dedão aí...


A maioria das peças que aparece aqui foi produzida pela Moonbikers . Esse post não é patrocinado; eu ganho roupas dela para fazer o seu site, não o meu. Mas além das vantagens (roupas ótimas, bom preço, atendimento personalizado) e de ser uma empresa daqui, a Iramaia é cicloativista e merece todo o destaque.

Bora pedalar, meu.

13. Bora pedalar, meu.


Se houver chuva, as peças de malha e algodão devem ser evitadas e uma capa será a sua salvação. Em breve chegará outro passo-a-passo sobre como se proteger (e proteger suas coisas) da chuva. Vejo você lá fora!

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Só se vê essas coisas pedalando ou caminhando

7, agosto, 2010

São milhões de pequenos segredos que as cidades escondem a cada canto. Em cada canto, um história passada e tantas outras imaginadas.

Dentro de um automóvel, mesmo que não esteja dirigindo, não se pode ver a cidade. E quando dirige, a única que a pessoa consegue ver é o carro da frente ou (às vezes) alguma outra coisa que apareça no seu maldito caminho.

Um ipê

Um ipê

Dentro de outro carro você não repara em mais nada, somente no carro da frente.

Dentro de outro carro você não repara em mais nada, somente no carro da frente.

Um caminho dentro do Parque da Água Branca

Um caminho dentro do Parque da Água Branca

Passeio no Parque da Água Branca

Passeio no Parque da Água Branca

Pedalantes, caminhantes e cadeirantes são vilipendiados por aqueles que deveriam organizar a sociedade civil.

Dentro de um carro você não é incomodado na sua dignidade mais básica, no respeito mais simples. Pedalantes, caminhantes e cadeirantes são vilipendiados por aqueles que deveriam organizar a sociedade civil.

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No meu país é assim:

29, junho, 2010
Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

A cidade fica meio fantasmagórica, todos enfurnados e a maioria defronte uma TV

No começo não acreditei.

- Como assim? É isso mesmo?

- Sim – ele retrucou – é assim mesmo.

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Só os pássaros, capivaras, urubus e garças de sempre

Meu chefe dizia: Você pode sair, ficar sem fazer nada, ir para casa, e talvez até nem voltar, ou quem sabe nem venha trabalhar hoje.

- Mas, e o trabalho? O cliente? O prazo? As outras equipes envolvidas?

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Pedalar de boa, pegar o Sol de frente, relaxar corpo e mente

- Não se preocupe, meu caro! Eu garanto que o seu telefone não irá tocar de maneira alguma, o cliente nao virá nem haverá reunião com as outras equipes.

- Hmmmm, bom, então acho que vou pedalar.

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Set the controls of the heart of the Sun. Mas a trilha foi Raul...

- Mas, oras, vejam só, que ótima escolha!
As ruas estarão todas desertas para você passar. As maiores avenidas, os piores congestionamentos, os milhões de carros no seu caminho, nada disso você encontrará por essas duas horas.

- A troco de quê?

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Mas o que.. como é que,,? será que,,? Isso é pra facilitar? Como assim?

- A troco do seu salário normal. Nâo há descontos, abatimentos nem terá que repor esse horário depois.
E é melhor vc ir logo, que já está enchendo o saco. O jogo vai comecar e o pessoal tá apitando as cornetas.
Brazil zil zil !!!!

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Lens flare sem Photoshop

(na verdade, às custas de uns pedaços de meu cérebro; mas não estão interessados demais no meu cérebro: eu não sou bom. Sabe, o gosto é horrível)

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Isso é a Av. Bandeirantes, onde agora há pouco haviam 4 carros onde cabem 2. Quer atravessar a pé para o outro lado?

Fantasias à parte, eu saio para pedalar durante os jogos do Brasil na Copa de Futebol há várias Copas. Durante esses jogos da Copa 2010, vi tantos carros nas ruas durante os jogos como nunca havia visto. Lugares que em 2006 ficaram totalmente desérticos há agora carros para parecer uma manhã de domingo, ou seja, muito carro.
Temos muitas dessas máquinas aqui, muito mais do que precisamos ou podemos suportar.

Ciclovia em Junho 2010 - durante jogo Brasil e Chile

Agora, depois de um pedal sussa, voltar rapidinho para casa antes que essas ruas fiquem cheias de rinocerontes bêbados novamente.

Mais gente que se divertiu nessa hora mágica você vê aqui e aqui.

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Pedalando em Buenos Aires e Patagonia

20, junho, 2010

No fim de fevereiro de 2010 estive na Argentina e pedalei por lá.

Isso foi durante o terremoto no Chile (notícias do dia em jornais do Chile aqui e aqui).

Amigos haviam acabado de chegar de Santiago, onde também pedalaram.

Disseram que em alguns prédios altos da capital argentina se pode sentir o tremor. Em regiões próximas à fronteira, Salta e Mendoza, o tremor foi bem forte e causou estragos.

Primeira coisa foi seguir para o norte da Patagônia, Puerto Madryn.

Na ida, por terra, para conhecer o país, ver suas terras.

Planícies absolutamente planas

Planícies absolutamente planas

O visual para dentro dos pampas, indo para o sul, é plano como não havia visto antes coisa igual. Dá a impressão de estar no meio de um mar absolutamente calmo, tal a planitude da região.

Chegando em Puerto Madryn, usamos a melhor maneira de se conhecer qualquer cidade: alugamos bikes e passeamos por toda a cidade. Em um dia de Sol conhecemos toda Puerto Madryn.

Pedaleando pela rambla de Puerto Madryn

Pedaleando pela rambla de Puerto Madryn

Em toda a cidade via muitas pessoas usando a bicicleta para transporte. Era muito legal ver tantas cycle chics de manhã, irem pro trabalho. Pena não ter uma imagem para vocês.

Conociendo a Puerto Madryn en bicis

Conociendo a Puerto Madryn en bicis

O mais legal infelizmente a mulher não pode ir: mountain bike pela Patagônia.

Mirando el Mar desde las rocas

Mirando el Mar desde las rocas

Mario Gadda, portenho que abandonou a loucura da cidade grande e agora vive no começo do fim do mundo, mantem um charmoso restaurante e leva turistas para pedalar nas dunas, praias, pedras e campos da Patagônia.
Foi a coisa mais linda que já fiz em cima de uma bicicleta.

Restaurante de Mario Gadda en Puerto Piramides

Restaurante de Mario Gadda en Puerto Piramides

Mario Gadda del Tracción a Sangre, en Patagonia

Mario Gadda del Tracción a Sangre, en Patagonia

O Mário tem toda a estrutura que você vai precisar: a própria bike, todas top de linha, bermudas de ciclista, capacete, uma mochila com bastante água, lanche de trilha, um snorkel (YES! Há lugares para dar um mergulho alí), ferramentas e tudo o mais, e pode levar grupos de até 5 pessoas.

Playas en Peninsula Valdés. Lindo lindo.

Playas en Peninsula Valdés. Lindo lindo.

Pedalar pela Patagonia foi uma experiência muito foda

Pedalar pela Patagonia foi uma experiência muito foda

Não é baratinho, mais ou menos uns 250 pesos, depende de quantas pessoas e o trajeto.
Mas vale cada centavo. Depois do passeio, ainda tem um banho e uma refeição: deliciosa pasta da casa e uma taça de vinho ou coca-cola.

Depois da trilha, macarrão com ervas e vinho

Depois da trilha, macarrão com ervas e vinho

Os passeios do Tracción a Sangre não saem de Puerto Madryn, mas sim de Puerto Piramides, vilarejo ao lado.
Fale com o Mario e ele te dará todas as dicas.

Já de volta a BsAs, hora de conhecer melhor a cidade. Bikes, é claro.

Há vários e diversos serviços de bike tour em Buenos Aires. A cidade sabe receber bem o turista.

Alguns desses serviços possuem até 3 saídas TODOS os dias. Não precisa nem agendar com antecedência. Ligue no dia e apareça. Sua bike estará lá te esperando.

Saída do BikeTours na Praça San Martin

Saída do BikeTours na Praça San Martin

As bikes são simples, mas não é necessário uma mountain bike para pedalar nas ruas de Buenos Aires.

Bikes para pedalar nas ruas de Buenos Aires

Bikes para pedalar nas ruas de Buenos Aires

Além da cidade ser bem plana, não há os obstáculos com os quais estamos acostumados em São Paulo.

A enorme escultura Flor Generica, que abre e fecha durante dia e noite

A enorme escultura Flor Generica, que abre e fecha durante dia e noite

Conhecemos muita coisa que não poderíamos ter visto nem de carro nem a pé. Fiz bike tour em dois dias e foi ótimo.

Melhor seria eu levar minha própria dobrável, e conheceria tudo sem pagar nada.

Os bonairenses ciclistas reclamam do trânsito e dos carros, mas todo mundo reclama, até em Amsterdã. No entanto há diferenças gritantes entre o que vemos em quase todo o Brasil.

Ciclistas urbanos no centro da cidade de Buenos Aires

Ciclistas urbanos no centro da cidade de Buenos Aires

Muita gente usa a bicicleta. Existe uma estrutura cicloviária nas cidades e mesmo um respeito ao espaço do cidadão.

Ciclistas urbanos no centro da cidade de Buenos Aires

Ciclistas urbanos no centro da cidade de Buenos Aires

As ruas de Bahia Blanca, por exemplo, cidade ao sul de Buenos Aires, tem as calçadas mais largas que as ruas.
Não é legal pensar em ter isso para nós também?

Rua e calçada em Bahia Blanca, AR

Rua e calçada em Bahia Blanca, AR

Recentemente foram instaladas ciclovias em algumas ruas da capital, separada da via dos carros por ‘tartarugas’.
Muita gente reclamou (óbvio, entre eles alguns lojistas e os motoristas, clááááro), muita gente desrespeitou. Mas os ciclistas todos usam.

Ciclovia em via compartilhada

Ciclovia em via compartilhada

Há as ciclofaixas mais antigas, em algumas avenidas e ruas. Alguns carros estacionam, outros usam a via para se locomover mas são poucos os monstroristas, e me pareceu que os ciclistas não se estressam muito.

Ciclofaixa em via compartilhada

Ciclofaixa em via compartilhada

Ao lado de grandes vias de acesso, corredores viários, como a Av Del Libertador, existem ciclovias de fato. Entradas e saídas fáceis, seguras e sinalizadas. Lugar bonito esse ao lado da estação Retiro e da Universidade de Buenos Aires de Advocacia.

Ciclovia separada da avenida

Ciclovia separada da avenida

Cruzamento da ciclovia

Cruzamento da ciclovia

E nas ruas pequenas, oras, o caminho é compartilhado. Parecem soluções óbvias? Pois é…

Pedaleando desde BsAs hasta el Tigre pasamos por San Isidro

Pedaleando desde BsAs hasta el Tigre pasamos por San Isidro

Um caos o trânsito de Buenos Aires? Hmm, assim como o de outras capitais da América Latina.

Ruas do centro de Buenos Aires

Ruas do centro de Buenos Aires

Mas há sim um respeito ao outro, um espírito cidadão que parece perdemos por essas bandas hace muchísimo tiempo.
Ojalá vuelva pronto (tomara que volte logo).

Interior dos trens urbanos. Em muitos lugares se encontra suporte ao usuário de bicicleta em BsAs.

Interior dos trens urbanos. Em muitos lugares se encontra suporte ao usuário de bicicleta em BsAs.

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