No começo não acreditei.
- Como assim? É isso mesmo?
- Sim – ele retrucou – é assim mesmo.
Meu chefe dizia: Você pode sair, ficar sem fazer nada, ir para casa, e talvez até nem voltar, ou quem sabe nem venha trabalhar hoje.
- Mas, e o trabalho? O cliente? O prazo? As outras equipes envolvidas?
- Não se preocupe, meu caro! Eu garanto que o seu telefone não irá tocar de maneira alguma, o cliente nao virá nem haverá reunião com as outras equipes.
- Hmmmm, bom, então acho que vou pedalar.
- Mas, oras, vejam só, que ótima escolha!
As ruas estarão todas desertas para você passar. As maiores avenidas, os piores congestionamentos, os milhões de carros no seu caminho, nada disso você encontrará por essas duas horas.
- A troco de quê?
- A troco do seu salário normal. Nâo há descontos, abatimentos nem terá que repor esse horário depois.
E é melhor vc ir logo, que já está enchendo o saco. O jogo vai comecar e o pessoal tá apitando as cornetas.
Brazil zil zil !!!!
(na verdade, às custas de uns pedaços de meu cérebro; mas não estão interessados demais no meu cérebro: eu não sou bom. Sabe, o gosto é horrível)

Isso é a Av. Bandeirantes, onde agora há pouco haviam 4 carros onde cabem 2. Quer atravessar a pé para o outro lado?
Fantasias à parte, eu saio para pedalar durante os jogos do Brasil na Copa de Futebol há várias Copas. Durante esses jogos da Copa 2010, vi tantos carros nas ruas durante os jogos como nunca havia visto. Lugares que em 2006 ficaram totalmente desérticos há agora carros para parecer uma manhã de domingo, ou seja, muito carro.
Temos muitas dessas máquinas aqui, muito mais do que precisamos ou podemos suportar.

Agora, depois de um pedal sussa, voltar rapidinho para casa antes que essas ruas fiquem cheias de rinocerontes bêbados novamente.
Mais gente que se divertiu nessa hora mágica você vê aqui e aqui.





