Desce Raposeira – Sobe Sto Antonio sábado 30/04/16

A manhã estava fria, o outono de uma hora para outra ficou gelado, assim que não saí tão cedo para trilha, até um pouco tarde. O ar estava frio, e mesmo pedalando com giro alto não vencia esquentar.

Na primeira parte da trilha, antes de cruzar a estrada de asfalto, apareceu um casal de tucanos, e ficaram revezando pousando nos postes enquanto eu passava. Até que uma hora voaram e foram embora. Bonitinhos, mas desajeitados.

Quando a descida da Raposeira começou, vi as nuvens por cima, e entrei na névoa. O céu e tudo o mais ficou totalmente tomado pela forte neblina, em alguns trechos a visibilidade ficou bem curta, e o que já era frio ficou mais gelado ainda.

No meio da névoa branca, vi uma grande siriema, em cima de um cupinzeiro, altiva. Bonitos esses descendentes de dinossauros que voam nos ares.

Lá embaixo, uma passada no condomínio para ver como estão as obras. Parte da fundação feita, marcação das paredes.. aos poucos toma forma. Deu pra ver como é grande a construção. Depois de algum tempo no vale, o céu começou a abrir e ficou limpo e azul lá embaixo também.

lote

Vamos subir a Santo Antonio, estradinha muito íngreme com muitos trechos com a inclinação nível absurdo.

Mas, quando a coisa ia começar, dei uma paradinha para comer e beber algo, e pausei o Garmin. DESGRAÇADAMENTE, fiz a subida toda do Santo Antonio, sem parar (pela primeira vez), com o Garmin pausado, sem marcar nada no trecho.
Meu coração a 300 bpm, as pernas fritando, e só percebi a falha quando a subida acabou.

Garmin pausado

Sempre que pausar o Garmin, faça o favor de não esquecer de iniciar de novo, sua besta!

Ri de tão estúpido que fui.

Assim, o Strava marca uma distância e subida totais diferentes do real. Abaixo, a tela do Garmin, que é o que vale para o Strava, e o Cateye com o total real. But what a fuck.

Garmin no final Cateye no final

Lá em cima, terminado o suplício que foi a Santo Antonio, fui direto para Pardinho. Precisava comer algo. Na padaria teria o que precisava.

O plano inicial era fazer duas serras: descer Raposeira, subir Santo Antonio, depois descer o Picau ou outra descida e subir a Figueira, que faz tempo que quero enfrentar novamente, e tentar fazer sem parada. Depois do Santo Antonio, bem cansadão, pensei que poderia deixar isso para depois, mas por conta da falha no Garmin, fiquei meio puto e decidi fazer a segunda subida. Mas não deu muito certo…

Para descer o Picau, teria que voltar na estrada de asfalto, sentido Vivan. E eu tinha um GPS de um caminho que outro ciclista fez há alguns anos, por uma estradinha ao norte de Pardinho. Fui tentar.

Atravessei porteiras e cercas, e os peões na fazenda me disseram que a picada já não era usada há muito tempo, que uma turma de andarilhos tinha passado lá há umas semanas e reclamaram que o caminho estava sujo. Bom, vamos tentar…

Lá na frente vi que a picada estava bem fechada, o GPS não estava muito preciso, e não tinha muito mais tempo de luz do dia. Botei a razão pra funcionar e abortei. Pena.

Mas o lugar é muito bonito. Um novo mirante para se ver o Gigante, Bofete, as montanhas e serra da Cuesta. Pelo menos isso, valeu a pena.

Os pés do Gigante Cabeça do Gigante

Vista de Bofete

Vista de Bofete e as montanhas da Cuesta

Voltei pra Pardinho e fiz a volta normal, entrando no Demétria. Toda a estrada, na ida e na volta, bem seca, com umas poucas e pequenas poças de lama só no comecinho.

Um dia de muito pedal, que poderia ter sido um pouco mais. Um lindo dia de céu azul. Por volta das 17h em casa.

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