Indiana-Jacutinga-Bocaina-VeioLoco domingo 15/05/16

Um domingo com céu claro e limpo, algumas nuvens altas, manhã fresca, o suficiente para um pouquinho de frio no começo do pedal.

Cruzei com grupos de motocross no começo da trilha, indo e vindo. Muito diferente dos de São Paulo, eles cumprimentam, até reduzem a velocidade ao passar. Quando passei pelo asfalto da Rondon, um grupo que vinha atrás de mim subiu num morrinho só pra se divertir, lembrou minha infância.

Alguns pedalam para queimar calorias, outros para quebrar recordes, eu aproveito para construir meu projeto filosófico. Aliás, várias epifanias. O dia lindo, belas paisagens, o silêncio da solidão, altimetria camarada, ajudaram.

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Lá pelo meio do caminho e até chegar na base da Bocaina, vários trechos com muito areião. Em alguns lugares quase parei. Parece que aprendi a pedalar nesse tipo de solo; a cadência e a marcha certas são fundamentais para seguir sem parar.

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Ainda no retão antes de pegar a estrada de Piapara encontrei um pequeno álbuns de fotografias. Eram muito antigas, em uma delas se via a data de 1982.

Cenas de um batizado, um casal nas escadarias, mais crianças, uma vovó, uma casa.. Todas fotos antigas, e parecia que não havia muito tempo tinha caído no chão. Não sabia o que fazer. Levar? e entregar para quem? e onde? Coloquei de maneira bem visível no canto da estradinha. Acho que quem perdeu quer essas fotos de volta. Tomara que alguém encontre e devolva ao dono.

A descida até a ponte, no caminho para Bocaina, foi deliciosa. Rápida, muito rápida. Divertida. Lá embaixo, pausa para comer.

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Seguindo o roteiro previamente salvo no Garmin, a entrada para ir em direção ao VeioLoco não era a saída do Patio8 na subida da Bocaina. Estranhei, tinha certeza que seria alí. Bom, vamos seguir o mapeado…

Ao passar a linha de trem, no pequeno túnel, a marcação era nesse local, era ali que virava à direita. Vai e volta, procura, mas como pode? Do lado de baixo da linha do trem há uma picadinha quase escondida, já tomada pelo mato, com alguns pedaços de terra caído.. era ali que o original foi marcado. Um brevíssimo momento de dúvida.. ou nem tanto. Bike nas costas e vamos ver no que dá.

Lá em cima, acompanhando a linha do trem, caminho pedalável. Daria para chegar ali subindo até a linha do trem pelo outro lado, mas o plano era seguir o original.

Seguindo, até que surge a visão do outro lado do Morro do Peru. Que beleza.

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O caminho cruza e passa na frente por várias estradinhas que vão até a cidade ou para as fazendas. Mas o original pegava uns trechos meio ‘Caiporas’. Mato alto, picada quase sumindo, tive que pular uma cerca muito velha, gramadão, muitas pedras num descidão. Um pequeno trecho difícil.

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Pula mais uma cerca quase se desfazendo pelo tempo e estou na estradinha que sobe o VeioLoco, ou Patio4.

Subida forte, longa, bem íngreme. Antes de enfrentar a coisa, sento no chão para comer um pouco mais, e beber água. O calor nessa hora estava forte.

Lá em cima, já em frente ao Lageado, só seguir para casa e almoçar com Laura.

O passeio foi de boa, sem querer subir dezenas de montanhas (apesar de pegar a serra duas vezes), sem querer girar rápido. Só desfrutar do passeio, com o céu azul sob a cabeça e a areia da Cuesta debaixo das rodas.

Conferindo as rotas depois pelo VeloViewer, descobri que já havia passado naquele trecho da linha do trem em diante pelo menos 3 vezes. Fiquei impressionado.

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