Dicas de passeios da turma BIKE JAM Sócopé

O site da Bike Jam – Equipe Sócopé é um tanto confuso, mas sempre aparecem dicas legais.

Agora no começo do ano, vieram com sugestões de passeios de bicicleta em Ilhabela, Cemucam, Estrada do Sol e outras opções para pedaladas longas, mais curtas, perto ou longe de São Paulo.

http://www.bikejam.com.br/ e bom pedal

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Diários de Uruguay – conhecer cidades em bicicletas

disse aqui que somente pedalando se pode ver alguns detalhes da cidade. Na verdade, se estiver andando também poderá ver esses detalhes, mas a velocidade com que a bicicleta cinge as ruas pode te dar uma visão única da urbanidade que te cerca.

Numa viagem para o Uruguay, eu e minha mulher alugamos bicicletas para conhecer mais as cidades de Montevideo e Colonia del Sacramento.

Passeando de bicicleta pela cidade, da porta da Escola BrasilInterior da loja da Specialized em MontevideoA loja da Specialized em Montevideo é enorme, simplesmente gigantesca. Mais de uma centena de bicicletas, de todos os tipos, além de acessórios, roupas, peças etc.
Na cidade também há lojas exclusivas da Trek, Giant e GT. Não deixa de ser irônico, para um país que simplesmente não tem montanhas. Se quer comprar uma bicicleta de estrada ou montanha, só pelo preço já compensa a viagem.

Estacionamento da loja da Specialized em MontevideoDetalhe da pista do Velódromo de MontevideoEm um dos grandes parques da cidade de Montevideo, o Parque Batlle, está o Velódromo Nacional. Uruguay tem tradição em ciclismo de velocidade, tanto que já teve vários atletas em provas internacionais, como Le Tour de France. Também pudera, o país inteiro é plano, uma planície gigantesca, são os pampas, che!
A questão das bicicletas de montanha, apesar de haver muito atleta que pratica o MTB, é que as taxas de importação são baixas. Não compensa comprar capacetes, por exemplo, mas as bicicletas são muito mais baratas que aqui no Brasil.

Conhecendo a cidade da melhor forma: em bicicletasOlha a cara de felicidade dos turistas. Também, em cima de uma bicicleta, difícil não sorrir.
A topografia da cidade ajuda sobremaneira.
Já fiz coisas parecidas em outras cidades da América Latina e meus amigos também. Sempre descobrimos que as cidades, mesmo as que possuem muitos carros, como Buenos Aires na Argentina, possuem uma infraestrutura melhor que a nossa, da maioria das cidades do Brasil, para receber o ciclista.
Não se necessita uma bicicleta excepcional para isso. Basta ter bons freios, ser confortável e no tamanho do ciclista.
Se estiver em Montevideo e quiser alugar bicicletinhas, fale com Leonardo, da Bicicletería SUR, tel 2901-0792, bicicleteriasur@gmail.com, na Calle Florida 1205 esquina Canelones (endereço novo!), pertinho do centro da cidade e da Rambla.

CicleChic? Isso não existe, existem somente ciclistasComo assim não existe CicleChic? Se até na Dinamarca e Holanda existe?
Calma, que eu explico.
Na minha opinião, esse é um termo como outros que usamos para nos segregar, nos rotular, nos separar e diferenciar. Para que encontremos nossos iguais, nosso clã.
Aquele é mountain biker, esse é um hipster com sua fixa, aquele outro é só um bicicleteiro que mora longe, esse que passou um speedeiro, e essa menina de salto alto é uma ciclechic… bah, tudo frescura. IMHO, não na sua.
A quantidade de meninas que simplesmente saem para pedalar que vi na Argentina e Uruguay, e a maneira como se comportam, sem frescura, com suas bolsinhas, penteados, me mostrou isso. Ainda mais no Uruguay, um lugar onde cada um vive a sua vida sem que ninguém encha o saco. Ninguém fica reparando em como você anda, o que você faz ou deixa de fazer. Assim, esses termos perdem todo o sentido.

Feira de Tristán NarvajaUm lugar, ou evento melhor dizendo, que se deve conhecer na capital do Uruguay é a feira de Tristán Narvaja, todo domingo (e somente aos domingos) na rua de mesmo nome. Um pouco parecida com a feira de San Telmo de Buenos Aires, com a diferença que essa é uma feira muito mais ampla. Além de antiguidades, ‘cosas viejas y rotas’, compra-se e vende-se roupas, verduras e legumes, muito mate y yerba (cuias e erva-mate), discos raros, um pouco de tudo.

Uma feira dentro da feira: livros em Tristán NarvajaNa feira de Tristán Narvaja, há feiras dentro da feira. Só a parte de livros pega uma rua transversal inteira.

Ruas de Colonia del SacramentoColonia del Sacramento é uma pequena cidade às margens do Rio de la Plata, a 200km da capital, fundada por portugueses. De lá sai o Buque, que atravessa o rio e transporta passageiros entre as duas margens do rio.

De Colonia se vê as luzes da cidade de Buenos Aires. É a porta de entrada de muitos argentinos, que chegam de carro inclusive, para fazer turismo em Colonia, outras praias do Uruguai e até o Brasil.

Colonia del Sacramento possui um centro histórico, tombado pela Unesco, com construções centenárias. É como uma Parati, menor, mais velha e mais bem cuidada.
Claro, alugamos bicicletas para passear.

Uma lojinha em Colonia del SacramentoInterior do Café Lentas Maravillas, em Colonia del SacramentoEm Colonia, não existem semáforosUm detalhe me chamou a atenção assim que cheguei na cidade. Em Colonia del Sacramento não existem semáforos, mesmo nos cruzamentos do centro comercial. A cidade pode até ser pequena, mas para a cabeça do motorista paulista isso não faz sentido. O pedestre nem precisa colocar o pé na rua. É sério! eu até fiquei sem graça quando me virava para o lado da rua e os carros paravam, esperando eu cruzar.

Na capital, Montevideo, não chega a ser assim. Lembra um pouco Buenos Aires, com seus taxistas meio malucos, carros zunindo. Mas em Colonia fizeram como em algumas cidades da Finlândia, por exemplo. Retira-se toda a sinalização, e as pessoas, por elas mesmas, se organizam. Claro que por ser pequena, ajuda. Mas mostra como as pessoas podem conviver se lhes forem dadas as condições para usufruir de um lugar feito para pessoas.

Aluguel de bikes, scooters e carrinhosE onde alugar bicicletas em Colonia del Sacramento? Não se preocupe. Assim que sai do ônibus na rodoviária ou do Buquebus no porto você verá dezenas de lojinhas que alugam carrinhos (tipo aqueles de campos de golfe), scooters e bicicletas.
Talvez pelas ruas com calçamento original de pedras, há muitas mountain bikes, Treks, Scotts, coisas assim. Mas, sinceramente, não precisa. Nada de deixar uma garantia de 300 dólares só pra poder pedalar uma dessas. Peguei uma bike praieira, ótima, paguei equivalente a uns 15 reais e passeei o dia inteiro.

Montevideo é toda arborizadaDezenas de hostels somente na zona centralPode-se conhecer o país inteiro com muito pouco dinheiro. Na hora da hospedagem, os hostels são muitos e estão em toda a parte. A comida é muito barata, só não peça refrigerantes (às vezes mais caros que o prato principal), com algumas moedas você passeia de ônibus por toda a cidade.
Será uma pena se você for vegan ou vegetariano: a melhor carne, a mais saborosa, e muito barata, se come no Uruguay. Mas se for, não se avexe; muitas opções veganas e naturais te esperam também.

Interior do Café BrasileroNão se engane: de brasileiro, o Café Brasilero só tem o nome. Mas além de boa bebida e café de todo o mundo, o pequeno bistrô é famoso por receber o poeta Mario Benedetti e onde Eduardo Galeano passou longas horas escrevendo páginas de ‘As Veias Abertas da América Latina’. Essa veias continuam abertas…

Mateando en la RamblaEm Montevideo faça como os montevideanos: compre bizcochos (pãezinhos doces e salgados), pegue o seu mate e vá para a Rambla mirar la puesta del Sol. Na hora certa, toda a enorme extensão da Rambla é disputada pelos cidadãos que, saindo do trabalho ou passeando, querem usufruir de uma das coisas mais bonitas e prazerosas na cidade: tomar um mate e ver o Sol dizer até logo.

Mirando la puesta del Sol

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Massa Crítica – A Bicicletada – sua história e criação

Nós somos o trânsito!

A Bicicletada acontece toda última sexta-feira de cada mês aqui na cidade de São Paulo.

No canteiro central da Av. Paulista, esquina com a Av. Consolação e Rua Bela Cintra, fica a Praça do Ciclista. É alí que começa a celebração da Bicicletada.

Deve ter já uns 10 anos que participei das primeiras reuniões da Bicicletada, quando ainda saíamos aos sábados. Éramos poucos e muita gente nos chamava de Exército de Brancaleone.

Hoje, a Bicicletada reúne centenas de ciclistas, várias centenas às vezes. E como isso começou? A idéia original veio de São Francisco, EUA, teve início há mais de 20 anos, e começou como aqui. Devagar, aos poucos, teve enfrentamentos com o poder constituído e se firmou como uma demonstração de um nova maneira de usar a cidade, de um outro mundo, tudo aquilo.

Veja nesse filme, dividido em 4 partes, a história da criação da Massa Crítica em São Francisco, EUA, como ela se espalhou pelo mundo, e como pode ser divertido se você também fizer parte disso. Clique em CC (close caption) para ter as legendas em português.

 

No filme fala um pouco sobre o termo Massa Crítica. Advém de uma observação de como grandes massas de ciclistas se comportavam nas ruas da China, e como essa massa conseguia definir as regras do trânsito a favor da maioria, mesmo com carros e caminhões nas ruas e quando não havia sinalização.

Mas o termo veio mesmo da Física Nuclear. Quando uma quantidade determinada de material fissionável (plutônio, urânio, essas coisas perigosas) começa uma reação em cadeia, e essa reação se torna sustentável. Assim, como quando somos muitos ciclistas, iniciamos uma reação que só pode ser vencida por algum débil mental , e ainda assim, somente por pouco tempo.

Achei o link para o vídeo no blog Vá de Bike! , do Willian Cruz. Site obrigatório para você que quer saber o que acontece nas cidades sobre bicicleta e transportes limpos.
Inscreva-se também no canal do CicloDocs no Youtube.

Te vejo lá fora, pedalando.

 

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