Eu me locomovo todos os dias na cidade de São Paulo usando exclusivamente a bicicleta. Conheço muita gente que utiliza o carro e que poderia trocar pela bike. Alguns moram tão perto do destiho que uma caminhada de 15 minutos resolveria. Mas preferem continuar na zona de conforto.
No entanto eu seria hipócrita ou demagogo se fosse advogar o uso de bicicleta para todas as pessoas. Trabalho com pessoas que moram a 30, 40 quilômetros, ou até mais. O trajeto é proibitivo para bikes, pela distância e dificuldade do caminho até para o atleta mais experiente. Seria o ideal que essa pessoa pudesse fazer parte do trajeto com sua bicicleta, e o restante pudesse usar o transporte público. Outras pessoas tem restrições pela idade ou condições especiais, também não podem usar uma bicicleta.
É exatamente esse o ponto. Nosso transporte público é aviltante. Os meus amigos que trabalham comigo e que vivem longe do local de trabalho são obrigados a enfrentar essa violência todos os dias.
Confira nessa lista, preparada pela MariaFro, a série de reportagens que foi ao ar pela TV Record, feitas pelo Luiz Carlos Azenha.
Cuidado ao reclamar por aí, mesmo que você, como cidadão tenha os seus direitos violados: a polícia pode chegar batendo, e muito, e jogar gás de pimenta (proibido pela Convenção de Genebra) na sua cara.
Esse post tem muito a ver sim com bicicleta. Tem a ver com mobilidade urbana, com cidadania, com respeito. Um dos motivos pelos quais os ônibus andam devagar nas ruas é por que essas ruas estão cheias de carros, com uma única pessoa dentro. Se os transportes públicos fossem decentes em São Paulo, além das próprias pessoas, haveriam maneiras de transportar ou guardar a bicicleta nas estações de trens e Metrô. O que existe não supre a demanda.
Além de respeito nas ruas, precisamos pensar e propor uma nova urbis, uma cidade humana. Ao colocar seu voto nas urnas nas próximas eleições será o momento para pensar muito a respeito, mas já é possível fazer algo agora.
Todo ciclista urbano tem que estar preparado para a chuva.
Ela sempre vem, uma hora chega. Em São Paulo chega a ser uma companhia constante em alguns períodos.
Ao se proteger, você não irá evitar de se molhar. Mas ao menos estará pronto para a chuva, suas coisas estarão seguras, e irá evitar que a água escorra por dentro de suas roupas.
Confira as dicas a seguir, adapte o que for necessário para você (cada ciclista tem um jeito, uma maneira de fazer as coisas).
Quase tudo que mostro é fruto de experiência própria pedalando nas ruas de São Paulo. O resto aprendi com outros ciclistas experientes que vieram antes de mim.
E não deixe de enviar seus comentários e contribuições, bem como perguntas e dúvidas. Os ciclistas da cidade sempre nos ajudamos uns aos outros.
(clique nas fotos para ampliar)
Item muito importante na bicicleta são os paralamas. Como eu uso a bike sempre como transporte, nem tiro os meus, pois além de proteger da água da chuva, evitam também a água de poças e valetas. Depois da primeira chuva, você descobre como são importantes.
Eu uso bagageiro, por isso não tenho um paralama na roda traseira. Mas somente o bagageiro não é o suficiente, a menos que esteja todo fechado com plásticos ou coisa parecida. Eu uso sempre uma bolsa, como mostro a seguir.
Para dividir o peso e carga com a mochila, em uma pequena bolsa presa no bagageiro levo parte da roupa (calças e às vezes sapatos) e ferramentas. Se você tiver um daqueles alforges ou bolsa própria para bagageiros, será muito mais fácil.
As calças e qualquer outra coisa que vão na bolsa ou mochila devem ir em dois saquinhos. Mesmo quando não há chuva, eu tenho por costume colocar as calças em dois saquinhos. Ainda mais na bolsa do bagageiro: estará recebendo água por cima e por baixo; melhor proteger. Proteger as ferramentas é garantir vida longa às mesmas.
Por isso guarde sempre os saquinhos arrumadinhos com você. Dobradinhos ocupam um espaço mínimo. Tenha sempre na mochila.
Está aí a bolsa, devidamente amarrada. Uma vez o elástico se rompeu e minha bolsa caiu, e perdi a calça e ferramentas; por isso, sempre passo a alça pelo canote. Como quase sempre estou com a bolsa, uso a luz vermelha presa no bagageiro, já que no canote não teria como.
Com chuva o ideal é usar a menor quantidade de roupa possível, bem como evitar roupas de algodão. Apenas roupas de tecidos técnicos é o ideal. Mesmo que esteja frio, tente usar a bermuda curta; assim você não ficará encharcado enquanto pedala. A roupa que você precisa usar no trabalho deve ir protegida na bolsa e mochila.
Roupa de baixo normalmente já é dispensável com uso de bermudas de ciclista. Nos dias de chuva é que você deve evitar mesmo cuecas ou calcinhas. As bermudas de ciclista, feitas com tecido técnico, secam rápido. Pedalar com os ‘fundilhos’ molhados é tão ruim quanto com os pés encharcados.
Evite luvas de dedo fechado. Com a chuva, ficarão encharcadas e suas mãos ficarão mais frias. Tente usar as de dedo aberto; só não fique sem luvas, pois evitam bolhas, machucados mais graves numa queda e dão uma pegada no guidão muito superior.
Se você tiver um par extra de luvas, leve-o com suas roupas, mais um par de meias também. Na volta, você irá se agradecer por poder usar luvas secas; idem para as meias. Adiante dou a dica para proteger os pés.
Se sua sapatilha se parece com um tênis ou se você usa mesmo um tênis comum, seus pés irão se encharcar fácil, mesmo com pouca chuva, pois esse tipo de calçado usa muito tecido. Pedalar com os sapatos cheios de água é muito ruim, uma das piores sensações, mesmo no calor. Veja essa dica simples para proteger os pés num dia de chuva…
Se o seu pé não for enorme, sacolinhas de mercado comum irão servir. Se você tem um pé gigante terá que encontrar sacos maiores para uma proteção adequada. Em cada um dos pés deverão ser usados dois saquinhos. Uma única sacolhinha irá deixar a água entrar.
Coloque a ponta do pé no canto da sacolinha, para poder aproveitar melhor o comprimento da mesma. Passe uma alça por dentro da outra.
Dê a volta pela frente do tornozelo, e passe de novo cada ponta da alça uma dentro da outra.
Siga entrelaçando as pontas das alças. Importante!!!: nenhum nó é necessário. Simplesmente passe uma alça dentro da outra algumas vezes.
Ao colocar a segunda sacolinha, intercale o canto do fundo. Por ex., se colocou a primeira no canto esquerdo, coloque a segunda no direito.
Melhor fazer com que no pé esquerdo a segunda sacola fique no canto direito e vice-versa. Dessa forma, você deixa o excesso de plástico do lado de fora, longe do pedal e da corrente.
Veja o detalhe da alça passando por dentro da outra; vire uma delas e passe por dentro de novo.
Depois de algumas vezes, a ‘corrente’ se mantém presa sozinha. Assim você NÃO PRECISA DAR NÓ. Se der um nó nos laços ficará muito difícil retirar os saquinhos e será necessário destruir a sacolinha.
Assim que terminar um dos pés, dobre bem o plástico e retire o excesso de ar.
Somente dois elásticos bastam pra segurar tudo no pé.
Você pode encontrar uma dessas galochas de motoqueiro, mas são pesadas, não deixam você usar o clip ou o taquinho e a água vai entrar nelas. Também não encontrei uma daquelas polainas de ciclistas impermeáveis (ainda…Veja nos comentário a dica da Sylvia!!); isso seria o ideal, pois colocar esses saquinhos requer um pouco de paciência e tempo.
Se o laço for dado simplesmente passando uma alça dentro da outra, basta puxar um pouco para tudo abrir.
Importante! Não use muita pressão, apertando demais. Se estiver apertado, em meia hora de pedal seu pé vai inchar, e o tornozelo ficará marcado e machucado. Basta colocar direitinho que a água não entra.
O Mercadinho não patrocinou o post, naturalmente. Mas fiz questão se usar uma sacolinha dessas para mostrar que qualquer sacola de supermercado serve.
Se estiver de calça comprida, não deixe que a barra passe por dentro do saquinho. A calça fica molhada, a água passa pelo tecido dentro do plástico, molhando a meia e logo depois o pé inteiro estará encharcado. Acredite.
Dobre a barra da calça, de modo que esta fique totalmente fora do laço das sacolinhas, e também deixe a meia dobrada para baixo (melhor usar daquelas bem curtinhas, tipo meia sapatilha).
Você pode ficar com uma aparência um pouco estranha, mas só enquanto estiver fora da chuva e desmontado da bicicleta. Lá fora, pedalando debaixo d’água, te agarantio, será suuuper normal.
Cheguei a enfiar o pé em correntezas fortes, em valetas e sarjetas, com chuva forte, e meus pés ficaram secos. Como disse, fazer isso pode levar uns minutos a mais e exige sua paciência, mas é muito barato e reutilizável.
Por isso, pareço um office boy: sempre tenho elásticos (e saquinhos) comigo.
Se sua sapatilha for desse tipo, ela pode ter mais componentes sintéticos, não-tecido, exigindo assim menos proteção, já que ela secará muito mais rápido que um tênis de pano. Mas não deixo de usar as sacolinhas para evitar o pé encharcado e manter as meias secas.
Coloque os elásticos de modo a não passarem por cima do taquinho. O uso das sacolinhas não irá impedir a trava do SPD.
O pé vai ficar seco e protegido, mas se você não usa taquinho SPD cuidado, pois o plástico desliza e não é nada aderente, nem no chão nem no pedal. Você terá que avaliar se vale a pena manter o pé seco e perder essa aderência. Se estiver clipado, não há problema nenhum.
Prender a sapatilha e soltar do pedal SPD durante o trajeto não irá destruir a sacolinha. Ela vai durar muito tempo, e dá fácil para você reaproveitar para a volta e até para o dia seguinte. Seja consciente na hora de usar a sacola plástica!
Eu ainda tenho que carregar comigo o resto da roupa (a calça deixo na bolsa do bagageiro), documentos, eletrônicos, celular… nada disso pode molhar. Hora de pegar mais sacolinhas.
Coloque tudo dentro dos saquinhos. Se houver documentos ou outras folhas maiores que não podem dobrar, certifique-se de proteger bem.
Use sempre dois saquinhos. Debaixo de uma chuva forte, melhor se garantir que confiar que a água não entra na mochila. Lembre-se: experiência própria.
Pacotinhos bem feitos garantem a integridade das suas coisas, e você vai pra chuva sem medo.
Só não esqueça dentro de um desses pacotinhos algo que você irá precisar quando chegar no trabalho, na escola ou em casa, como a chave, o crachá ou ainda um trocado ($$). Para isso use saquinhos pequenos nas bolsas menores da sua mochila ou pochete.
Pronto, suas coisas protegidas e em segurança.
Existem mochilas específicas para uso por ciclistas. A anterior é uma Kailash, já bem usada (me acompanhou por quase uma década, a danada), e essa é uma Deuter. Espero que dure mais uma década. Quanto tempo dura um carro?
Para aumentar a proteção, você pode usar uma capa impermeável de mochila. Além de proteger o que está dentro, evita que a própria mochila fique encharcada. A água na mochila encharcada é um peso considerável que você carregaria à toa, além dos respingos no carpete do escritório.
Esse modelo da Deuter já vem com uma capa. Basta abrir o zíper, puxá-la para fora e proteger a mochila.
Depois secar, dobrar e guardar. Muito prático. Capas para mochilas são vendidas em lojas de material esportivo ou você pode improvisar com um grande plástico.
Se lá fora houver apenas uma leve garoa, uma simples jaqueta ou anorak servem. Lembre-se de tentar usar a menor quantidade de roupa, para evitar menos água presa ao seu corpo.
Mas se há chuva de verdade, use uma capa de chuva mesmo. Essa aí é uma daquelas de 3 reais, que qualquer banca de jornais vende. Há capas especiais para ciclistas, mas são BEEMMM mais caras que esses R$ 3, apesar de protegerem quase da mesma forma. A diferença está na mobilidade que elas darão.
Coloque o capuz da capa de chuva primeiro, depois o capacete. Prendendo direitinho, não entrará água pelas costas nem escorrerá pela cabeça.
Calce as luvas sempre no final. Para essa operação toda é necessário ter toda a habilidade dos dedos.
Monte na bike e confira se nada está apertando ou repuxando. Vire a cabeça, mexa o corpo, estique os braços. Acerte a posição da mochila e da capa. As capas de motoqueiros não são adequadas, pois são pesadas e tiram o movimento que o ciclista precisa ter.
Pronto pra enfrentar as ruas da cidade com chuva e muita água. Assim como carros nas estradas, em dias de chuva use sempre a iluminação, os pisca-pisca vermelhos, mesmo de dia. Motoristas são seres limítrofes e bastante incapazes; ajude para que eles te vejam (sério, mesmo com essa roupa de astronauta, amarelo berrante-cheguei e luzes vermelhas piscando na cabeça e bagageiro, sempre escuto um ‘não te vi!’)
Bora pedalar, galera! Ou você é feito de açúcar?
Quando chegar na escola ou no trampo, deixe a capa secando junto à bike. Você nunca vai saber se na volta terá chuva também (Em São Paulo, é o mais provável). Na dúvida, levo a minha capa na mochila sempre comigo, não importa a época do ano.
Há uma maneira certa para dobrar a capa, senão você terá um pacotão desajeitado de plástico. Quando abrir a capa recém-comprada, confira como são as dobras. Para dobrá-la novamente, depois de seca, estique e dobre ao meio, juntando as pontas das mangas. O truque está em saber fazer as dobras no capuz, de modo que fique como na foto.
O capuz é dobrado dentro dele próprio. Em seguida, dobre o mesmo e as mangas para cima do corpo da capa.
Dobre tudo no meio, pelo comprimento.
Vá dobrando agora aos poucos…
Pronto! Não precisa ficar igualzinho ao pacote original, mas assim cabe fácil na sua mochila, sem ocupar espaço.
Qualquer que seja a capa, das mais simples às específicas para ciclistas, mantenha-a sempre limpa e seca. Pedalando com esse plástico totalmente impermeável sobre a pele você irá suar, mesmo que esteja frio. E depois de algumas pedaladas a capa terá o cheiro de cavalo, típico de ciclistas (argh!). Cuidando bem, a capa pode durar muito. Mesmo essas mais baratinhas comigo chegam a durar meses.
Ao chegar ao trabalho ou escola, ou depois que retornar para casa, deixe sempre tudo secando. Se precisar secar as luvas, por ex., pode deixá-las presas na grade da geladeira: solução dos tempos de antanho. Para evitar ter que colocar os tênis atrás da geladeira também, use os saquinhos nos pés.
Antes de começar a trabalhar, leve a roupa seca com você e troque-se no banheiro. Depois de um pouco de higiene pessoal, que pode envolver o uso de papel toalha, você estará novinho e pronto pra trabalhar, e FELIZ! Já seus amigos, que foram de carro, não estarão rindo e felizes como você.
Aqui as dicas são parecidas com as de um dia muito quente, quando você chega suado no escritório. Veja mais esse link do Vá de Bike!: Minha empresa não tem chuveiro, como eu faço?.
E as mulheres? Nesse mesmo link do Vá de Bike! há um vídeo com dicas de uma ciclista para cuidar do cabelo. A menos que você, mulher, use somente roupas casuais ao pedalar, o resto se aplica da mesma maneira.
Levar uma roupa bem dobrada, cuidar da maquiagem no banheiro quando chegar, deixar os sapatos no escritório, e pronto!
Veja o vídeo aqui:
Dá até pra usar roupa social sem problemas. Basta dobrar as calças e camisas direitinho. Para evitar qualquer amassado na camisa, coloque-a dentro de uma pasta, dessas de escritório, não deixando de protegê-la da água com os infalíveis saquinhos.
Aproveite o ar condicionado do escritório. Ambientes com ar condicionado são muito secos (por isso é importante beber água e não abusar do uso contínuo do monitor). Dessa forma, tente deixar em algum canto o que tenha se molhado, como luvas ou o par de meias.
Mesmo com uma chuva forte, você pode chegar protegido da água, ao menos o torso e cabeça. Mas se você não se importa com isso, cuide apenas das coisas na mochila e pedale como o Alexandre Cruz; veja esse vídeo produzido no caminho que ele faz diariamente, num dia de temporal:
Se há chuva, não importa como você se protege: é necessário cuidar da bicicleta!
As partes mecânicas móveis precisam de uma lubrificação ideal para muita água. Na corrente e na relação (câmbios traseiros e dianteiros) use um óleo lubrificante especial.
Nas ruas da cidade há muita sujeira. Com água, essa sujeira desgasta muito as sapatas dos freios e podem também arranhar o aro das rodas. Tenha sempre com você sapatas sobressalentes, se você usa sapatas tipo refil, que são mais práticas; para as inteiriças, fica mais difícil . Se usa freios a disco terá um problema a menos, pois enfrentam água, sujeira e lama com muito mais eficiência.
Sapatas VBrake peça inteira
Sapatas VBrake com refil
Se você está na estrada de speed ou um pedal tipo cicloturismo ou ainda na trilha de mountain bike, não tem nada que se proteger dessa forma. Isso deve servir somente para você poder chegar no trabalho ou escola de maneira que consiga secar-se rapidamente ou evitar o excesso de água. Num pedal fora das ruas da cidade, tem mais é que aproveitar a chuva, protegendo apenas suas coisas, como documentos e/ou aparelhos eletrônicos.
Aproveite a chuva, desfrute das ruas. Cuidado com o chão mais escorregadio e com os freios que não pegam igual. Mais cuidado com os motoristas, que já não conseguem enxergar normalmente, e em dias de chuva ficam totalmente abobalhados e cegos. Seja visível e previsível. Acenda sempre as luzes.
Em ruas muito alagadas, não se arrisque! Você não poderá ver os bueiros abertos e outros obstáculos.
Eu venho e volto do trabalho e para casa todos dias com minha bicicleta, não importa o tamanho do temporal; todos no escritório me invejam, pelo tempo que levo, pela diversão que consigo ter ao pedalar e pelo ânimo que tenho. Mesmo que os que me acham louco também me invejam. E na verdade não estou nem aí pro que sentem ou pensam.
A maioria das imagens abaixo foi feita a partir do mesmo local, uma pequena padaria no bairro do Jardim Saúde, aqui em São Paulo. Outras imagens fazem parte ainda da cercania, pelos caminhos que faço de bike na cidade.
Somente uma pequena demonstração do desrespeito que vejo entre as pessoas; uma total falta de cidadania, de compreensão para com o outro.
Clique sobre as imagens para visualizar as fotos em tamanho maior, para que talvez fique mais patente a malcriação dessa gente. Vamos portando mal, oye.
Olha o tamanho dessa calçada. Grande, né? A vovó, a criança, a mamãe com o carrinho do nenê podem passar aí, não é? Não, não podem.
Todos esses motoristas quando abordados sobre a sua prática hostil dão a mesmíssima desculpa: É só cinco minutinhos. Tá, eu vou te matar, mas só um pouquinho, tá bom?
Já sei! Vamos chamar o poder público para coibir e impedir o comportamento hostil dos motoristas contra o cidadão que precisa usar a cidade! Ah, não, melhor não. Chame ladrão, chame ladrão, dizia Chico Buarque.
Não é uma gracinha? Que fofura… Ainda tem aqueles com desenho de macaquinho e muitos vem com a palavra Eco. A dona desse carro veio gritando quando me viu tirando fotos e mandou eu mostrar a minha credencial. Hahahaha.. é, uma gracinha mesmo.
Não só em cima da faixa de pedestre, esse tanque de guerra pilotado por um rinoceronte bêbado ainda queria subir na calçada. Sabe como é.. pilotar esse monstro requer E S P A Ç O
E o rinoceronte bêbado não pode dominar a faixa de pedestres (hahaha, pedestres…) totalmente por que outro carrinho tipo zero (te puseram?) já amealhou o local sagrado imediatamente em frente à porta da padaria.
O dono da padaria poderia criar um caminho para o carro entrar na padaria, não seria demais? Hmmm, mas isso é um drive thru! Ah, já fizeram…
Vagas para estacionar um carro à frente, ao lado, no outro lado da rua, existiam várias. A padaria tem inclusive um estacionamento. É… mas o tiozinho esperava a dona mulher dele em cima da porra da faixa de pedestre.
Pode-se ver que o monstrorista tem a vilania e estupidez no seu DNA, aliás DNA 2522; a mocinha alí que atravessará a rua é jovem, que se vire, né? mas como faz a mãe com crianças e o casal de velhinhos?
O que faz parte do absurdo dessas imagens é que a tal padaria, como citei, tem um estacionamento. Além, como disse também, vagas sempre livres na rua para colocar o transporte particular desses tipos.
- Cicloturista não é maluco – os perigos das estradas; André Pasqualini conta em seu blog as desventuras de atravessar o país sobre uma bicicleta. Na Alemanha, somente o cicloturismo movimenta muito mais dinheiro que todo o turismo do Brasil inteiro; aqui cicloturista é tratado como louco.
Por experiência própria, sei que não vale a pena nenhum ato violento. Nem mesmo xingar. O que o motorista vai fazer? Pensar consigo mesmo, ver que fez cagada e pedir desculpas? Não, ele vai dizer ‘ah, que se foda você!’ e ainda pode fazer questão de tentar te atropelar. Às vezes, nem mesmo denunciar resulta em algo. Tem uma foto de um carrinho da polícia ali no alto do post, parado sobre a faixa, com os coxinha parado na calçada, esperando o lanche ficar pronto. Mas pode dar em algo chamar a CET, ligando pra 1188. É, a CET, essa mesma, que não tá nem aí pra pedestre ou qualquer outra coisa que não seja carro. Se você ver um carro sobre a calçada, ligue 1188. Eles precisam resolver o chamado.
Veja o que conta o Willian no Vá de Bike aqui
Bom pedal para você! Força no pedal! Não vamos deixar que danem a cidade e seus cidadãos.